
Uma das principais causas de mortalidade no Brasil, o câncer de pulmão tem 35.380 mil novos casos estimados por ano no triênio 2026–2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Destinada a conscientizar a população sobre a doença, a campanha Agosto Branco (Lei 15.207) visa esclarecer a população sobre os sintomas, prognóstico e tratamento.
Segundo os dados, entre os homens, este é o terceiro tipo mais comum (18.020 casos novos) no Brasil, e entre as mulheres, o quarto (14.540 casos novos). No âmbito mundial, a mortalidade é o primeiro entre os homens e o segundo entre as mulheres.
Amplamente conhecido como um dos principais fatores de risco da doença, o uso de cigarro não é o único vilão. A poluição do ar também pode contribuir negativamente para os dados do órgão.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Dr Paulo Saldiva, professor de patologia da Universidade de São Paulo (USP), estima que a exposição de três horas ao ar no trânsito paulista, equivale a cerca de meio cigarro.
Além disso, existe um fator de risco que ainda é oculto no Brasil: a exposição ao radônio, um gás nobre radioativo, natural, incolor, inodoro e insípido, formado pela decomposição do urânio e do tório presentes nas rochas e no solo. O gás pode se acumular em locais fechados e sua inalação prolongada aumenta o risco de câncer de pulmão.
“Câncer de pulmão tem cura se diagnosticado precoce. Se detectado em estágio I, a chance de cura é acima de 95% só com cirurgia”.
A descoberta precoce, que aumenta as chances de cura, está inteiramente ligada à atenção aos sinais. Desta forma, alguns sintomas merecem um foco a mais.
São eles:
- Tosse ou rouquidão persistente (>4 semanas);
- presença de sangue na secreção da tosse;
- perda de peso não intencional;
- dor torácica.