Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Anuncie Aqui

Governo brasileiro traça cenários para reagir à decisão de Trump sobre tarifaço

Presidente Lula, do Brasil e Trump, dos EUA

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse na quinta-feira (16) que o dia 15 de julho “passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável” na relação entre os dois países, após o governo de Donald Trump confirmar a aplicação de tarifas 25% sobre produtos brasileiros. O Planalto também anunciou que usará instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade contra as novas cobranças impostas por Washington.

Segundo comunicado divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), a medida entra em vigor em 22 de julho.

A sobretaxa é resultado da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aberta após o presidente americano Donald Trump anunciar, em julho de 2025, uma ofensiva comercial contra o Brasil.

“O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. […] Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”, disse em nota.

A gestão federal voltou a argumentar que os Estados Unidos têm superávit comercial na relação bilateral, tendo acumulado, segundo o comunicado, saldo positivo de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. Além disso, o governo disse que a maior parte dos produtos norte-americanos entraram em território brasileiro sem pagar imposto.

O Planalto afirmou que, mesmo avesso às premissas do tarifaço, aceitou conversar com os norte-americanos e que nunca deixou a mesa de negociações.

No comunicado, o governo também defendeu o Pix e que são “descabidas” as alegações contra o sistema de pagamentos “e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento”.

“O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital”, defendeu o Planalto.

Veja a lista dos principais itens sujeitos a nova cobrança:

  • Etanol
  • Máquinas agrícolas
  • Vestuário
  • Máquinas elétricas
  • Calçados
  • Ferramentas de jardinagem
  • Equipamentos relacionados à mineração
  • Papel
  • Aço
  • Açúcar orgânico
  • Diversos produtos agrícolas
  • Produtos manufaturados em geral

Já a lista de exceções deixa de fora mais de 1,6 mil “códigos tarifários”. Os itens isentos pela nova cobrança são considerados sensíveis para a economia americana, segundo a avaliação de Washington.

Deixe um comentário