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Brasil caminha para não ter candidata à Presidência pela 1ª vez em 20 anos

Eleições presidenciais m 2026 tende a prevalecer a disputa entre homens

 

Pela primeira vez em 20 anos, o Brasil caminha para não ter uma candidata à Presidência da República. Nem mesmo por um partido nanico.

Os oito pré-candidatos que se colocaram para a disputa até agora têm o mesmo perfil – homens brancos. São eles: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Augusto Cury (Avante).

Em eleições anteriores, o País teve uma mulher eleita duas vezes, a ex-presidente Dilma Roussef, em 2010 e 2014, e outras duas não chegaram a pontuar expressivamente, mas colaboraram para o debate de uma possível terceira via: Simone Tebet, em 2022 e Marina Silva, em 2010 e 2014.

No pleito passado, Soraya Tronicke convenceu o União Brasil a apoiar sua candidatura, embora tenha terminado em 5° lugar. Em 2006, o PSOL ainda lançava candidaturas próprias e abriu espaço para Heloísa Helena.

Com o feminicídio ocupando o topo das manchetes entre as preocupações com segurança pública e com as mulheres representando mais da metade do eleitorado, parece difícil explicar a falta de representatividade feminina duas décadas depois.

Cientistas políticos explicam que a polarização e o acirramento do pleito de 2026 deixaram o cenário ainda mais complicado para as mulheres.

“As lideranças partidárias não consideram mulheres lideranças fortes. Quando a disputa está muito acirrada, essas lideranças, que são majoritariamente homens, simplesmente não querem arriscar”, explica a cientista política Débora Thomé. “E isso não significa que as mulheres não possam vencer se forem escolhidas, elas simplesmente não passam pelo crivo dos homens que dominam os partidos”.

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