
A partir desta quinta-feira (10/9), os funcionários da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste (BNB) iniciam uma greve por tempo indeterminado, em todo o estado. A decisão pela paralisação foi aprovada pelos trabalhadores em assembleia virtual.
No dia anterior à interrupção dos serviços nas agências, o Sindicato dos Bancários da Bahia, convocou uma reunião para organizar o movimento. O encontro entre os bancários está agendado para esta quarta-feira (9), às 18h, no Ginásio de Esportes, localizado na Ladeira dos Aflitos, no Centro de Salvador.
De acordo com informações do Sindicato, os trabalhadores dos três bancos públicos rejeitaram as propostas apresentadas durante a campanha salarial. A entidade informou que a insatisfação dos trabalhadores está relacionada principalmente às pautas específicas de cada instituição empregadora.
A rejeição chegou a 97,52% dos votos entre os funcionários da Caixa. No Banco do Brasil e no Banco do Nordeste, os índices de rejeição das propostas alcançaram 83,82% e 72,97%, respectivamente.
No Banco do Nordeste, os funcionários apresentaram questões principalmente em torno da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o plano de saúde da Camed. O Sindicato informou que os trabalhadores apresentaram mais de 80 cláusulas na pauta de reivindicações. Deste total, apenas quatro foram atendidas integralmente.
Para os empregados do Banco do Brasil, os principais impasses são referentes ao Programa de Complementação de Remuneração (PCR) e à Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi).
Entre os funcionários da Caixa, o principal entrave também envolve a assistência à saúde, através do Saúde Caixa. Alguns outros pontos, como o fim do teto de 6,5% da folha de pagamento, a retomada do modelo de custeio 70/30, a garantia do pacto intergeracional e o fim da cobrança por faixa etária também estão entre as reivindicações.
Bancos privados aprovaram proposta
Diferente dos funcionários dos bancos públicos, que votaram pela paralisação, os empregados dos bancos privados aprovaram a proposta patronal com 63,38% dos votos. Desta forma, os trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) entraram em acordo para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).