
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TER-BA) promoveu, nesta segunda-feira (3/agosto), uma apresentação pública na sede, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, para demonstrar os mecanismos de segurança e auditabilidade das urnas eletrônicas que vão ser utilizadas no pleito de outubro.
O evento reuniu entidades fiscalizadoras, como o Ministério Público do Estado da Bahia e membros da sociedade civil para detalhar a infraestrutura tecnológica do processo eleitoral de 2026. Durante a apresentação, o tribunal destacou que os equipamentos vêm passando por rigorosas simulações de votação e testes de estresse.
Em 2026, uma novidade foi implantada na tela da urna eletrônica, uma vez que os eleitores vão visualizar, em uma tarja na parte superior da tela, o cargo para o qual está depositando o voto. A ordem fica sendo:
- Deputado federal
- Deputado estadual
- Senador (1ª vaga)
- Senador (2ª vaga)
- Governador
- Presidente da República
Os especialistas de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI) do órgão reafirmaram as principais etapas de proteção e auditoria das urnas eletrônicas:
- Isolamento de rede: as urnas não possuem placa de rede, Wi-Fi ou Bluetooth, operando 100% desconectadas da internet, o que impede invasões ou ataques remotos.
- Assinatura digital e lacração: todos os programas e softwares que rodam nas urnas são assinados digitalmente e lacrados durante cerimônia oficial com acompanhamento dos partidos políticos e órgãos de fiscalização.
- Teste de Integridade: no dia da votação, urnas sorteadas passam por votações paralelas auditadas em tempo real com checagem do Boletim de Urna (BU) gerado no encerramento do pleito.