
O vereador Heugênio Meira (PSD), do município de Maracás, provou indignação e revolta nos quatro cantos da Bahia ao defender que os cães abandonados nas ruas da cidade sejam submetidos à eutanásia, após permanecerem por um mês sob responsabilidade do Centro Municipal de Controle de Zoonose. A proposta foi feita em sessão na Câmara de Vereadores que debatia o assunto. O vereador sugeriu que os animais recolhidos deveriam ter um prazo de até 30 dias para serem resgatados pelos tutores ou adotados por outras pessoas.
“Tem um cachorro na rua? Vai lá o centro de zoonoses, pegou, prendeu, deixou ali um mês. Não buscou? Eutanásia. Eutanásia é o quê? Mata o cachorro. É normal em toda cidade grande”, disparou o vereador.
“Cidade que tem lei é assim; pode pegar e ver, a lei é essa. Se tem um dono que quer doação ou uma pessoa que quer tomar conta daquele cachorro: chip. Bota um chip no cachorro e um dono com documentação e tudo”, acrescentou.
Especialistas e entidades ligadas à proteção animal explicam que a eutanásia, quando prevista, ocorre apenas em situações específicas, como em casos de doenças graves e irreversíveis ou quando há risco sanitário, seguindo critérios técnicos e a legislação vigente.
Prefeitura discorda
Após a repercussão das falas de Heugênio Meira, a Prefeitura de Maracás emitiu uma nota em que repudiou as declarações do vereador e salientou que já possui programa de castração ativo, realizado sob demanda, seguindo normas técnicas e com profissionais especializados, com a perspectiva de triplicar o número de atendimentos em 2026.
“A gestão municipal não compactua com práticas que desconsideram o bem-estar animal e reforça que essa questão deve ser tratada com responsabilidade, por meio de políticas públicas humanizadas e baseadas em critérios técnicos”, diz um trecho do texto. (A Tarde)