
A Uesb consolidou seu protagonismo científico e reafirmou o município de Jequié como um dos principais polos formadores da Odontologia do estado. Durante o 3º Congresso de Odontologia do Interior da Bahia (Coib), realizado em Jequié, no mês de maio, a Instituição deu um verdadeiro show de excelência acadêmica. Projetos de extensão, pesquisas e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) desenvolvidos no âmbito da Universidade alcançaram o topo das avaliações, evidenciando a alta qualificação de seus professores e estudantes.
O reflexo dessa dedicação institucional ficou evidente na cerimônia de encerramento: das 24 premiações distribuídas no evento, a Uesb conquistou 23 com trabalhos de sua autoria direta. O único prêmio restante, de autoria principal da Unex, contou com a colaboração do professor César Casotti, pesquisador da Uesb, o que garantiu a presença da Universidade no pódio de 100% dos eixos avaliados. Esse domínio valida a intensa integração prática e teórica promovida pela Instituição e posiciona sua produção acadêmica na vanguarda da Odontologia regional.
Diversidade temática e impacto social – O Coib cumpre um papel estratégico no interior baiano ao oportunizar modalidades competitivas que incentivam diretamente a produção acadêmica. Os trabalhos premiados da Uesb englobaram uma ampla diversidade de áreas e temas estruturais para a saúde pública e a clínica odontológica.
Entre as diferentes abordagens premiadas, as pesquisas discutiram temas fundamentais de vigilância epidemiológica e saúde coletiva, incluindo a dor de dente na Atenção Primária, a incidência de fendas labiopalatais e o mapeamento do perfil sociodemográfico dos trabalhadores da saúde. A inclusão social e o atendimento a minorias também pautaram os debates, englobando o acesso de pessoas com deficiência aos serviços, o cenário da saúde bucal no sistema prisional brasileiro e as condições de saúde em comunidades quilombolas urbanas.
No campo clínico-educativo e tecnológico, os estudantes da Uesb foram premiados por estudos sobre as características histopatológicas da osteonecrose maxilar, os avanços em endodontia regenerativa e o uso de células-tronco de dentes decíduos. A inovação metodológica também se fez presente por meio de abordagens lúdicas e programas de extensão focados na saúde bucal de bebês e idosos, além da criação de ferramentas dinâmicas para a discussão de desafios internos da comunidade estudantil, como a evasão universitária.