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Ranking das 10 cidades e dos estados mais violentos, segundo dados do Anuário de Segurança

Reprodução

 

As dez cidades com mais mortes violentas do Brasil estão no Nordeste, aponta o Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta quinta-feira (23). A metade dos dez municípios está na Bahia, outros três no Ceará, um em Pernambuco e um na Paraíba.

A liderança do ranking permanece com Maranguape (CE), município mais violento em 2025: são 100,3 mortes violentas intencionais cometidas a cada 100 mil habitantes, uma alta em comparação às 80 por 100 mil registradas em 2024. Três cidades da Bahia estão entre as cinco primeiras: Eunápolis, em segundo (taxa de 85,1), Porto Seguro, em quarto (71,2) e Simões Filho, em quinto (68,1).

  • Os  feminicídios bateram recorde em 2025, o que vai na contramão da redução das mortes violentas como um todo. Quatro mulheres foram mortas por dia, em média;
  • O Brasil registrou o menor número de assassinatos desde 2012, quando começou o levantamento do Fórum. Foram 40.775 vítimas, queda de 8% em relação a 2024 (veja MAPA das cidades e estados mais violentos);
  • O país teve, pela primeira vez, taxa de mortes violentas abaixo de 20: ficou em 19,1. É o menor número registrado no histórico feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública;
  • Outros indicadores de violência contra a mulher registraram alta: mais casos de violências psicológicas (17%), stalking (30%), descumprimento de medida protetiva (17%) e ameaças (0,5%). O Brasil teve três tentativas de feminicídio para cada crime consumado ao longo de 2025;
  • As dez cidades mais violentas no país ficam no Nordeste, metade na Bahia. Maranguape (CE) lidera ranking pelo 2º ano seguido e foi o único município a superar a taxa de 100 mortes violentas por 100 mil habitantes;
  • Santa Catarina registrou 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes se tornou o estado com a menor taxa do país. São Paulo ocupava essa posição desde 2014;
  • As mortes cometidas por policiais aumentaram 5% no ano passado, enquanto o número de policiais mortos caiu 3%;
  • Os registros de produção, posse ou distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil cresceram 25%;
  • Os casos de bullying e cyberbullying, cresceram mais de 60% entre jovens. Isso ocorre após a criação de tipo penal específico, em 2024;
  • A quantidade de adolescentes que cumprem medida socioeducativa no Brasil caiu 54% em 9 anos: são 12,2 mil jovens, a maioria meninos (93%), negros (74%) e entre 16 e 18 anos (76%). As ocorrências mais comuns são roubo (29%) e tráfico de drogas (28%);
  • O número de pessoas no sistema prisional cresceu 6% e chegou a 964 mil. O estudo prevê que, se for mantida a tendência, o Brasil pode bater 1 milhão de presos já em 2027;
  • Há 2,1 milhões de empresas e pessoas autorizadas a ter armas — desse total, 1 milhão têm licença de CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) — e 1,6 milhão de armas cadastradas. Três em cada 10 armas estão com registro vencido.

Transcrição: g1

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