
Pesquisa Atlas/Intel que ouviu 1.273 pessoas entre os dias 30 de maio e 3 de junho deste ano, mostra que 53% da população brasileira aprovam a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, enquanto quase 45% desaprovam a iniciativa.
O levantamento revela ainda que a discussão extrapola a segurança pública e avança sobre temas como soberania nacional e impacto político. Embora a maioria apoie a classificação das facções, os brasileiros se dividem sobre os efeitos da decisão dos EUA no Brasil.
Segundo a pesquisa, 48% enxergam a medida como um risco à soberania nacional, enquanto 45% consideram que a iniciativa pode fortalecer o combate ao crime organizado. Outros 7% avaliam que a decisão tem caráter apenas simbólico, sem efeitos concretos sobre a segurança pública.
Quando questionados diretamente se a atitude dos EUA representa uma agressão à soberania brasileira, os entrevistados ficaram praticamente empatados: 49,7% não consideram a medida uma afronta ao Brasil, enquanto 49,4% acreditam que há interferência externa.
A percepção sobre possíveis resultados práticos também varia. Para 29,6%, a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas deve trazer impacto relevante no combate ao crime e à violência no país. Outros 26,8% acreditam que haverá alguma melhora. Já 17,2% avaliam que a medida pode piorar o cenário da segurança pública.
O levantamento aponta ainda que 55,9% defendem que o governo brasileiro também passe a classificar facções criminosas como organizações terroristas, seguindo o modelo adotado pelos Estados Unidos. Outros 40,8% são contrários à medida, enquanto 3,2% não souberam responder.