
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), a Operação Gabinete Fantasma, que investiga a criação de perfis falsos utilizados para ofender autoridades públicas nas redes sociais. Durante a ação, um adolescente foi identificado como responsável por contas fraudulentas que utilizavam indevidamente o nome e a imagem do Secretário de Segurança Pública do Estado-SSP, Marcelo Werner.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo dois no município de Barro Preto e um em Itabuna, no sul da Bahia. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Salvador, após representação da autoridade policial.
As investigações tiveram início em dezembro de 2025, após a identificação de um perfil fraudulento em uma plataforma de mensagens que utilizava indevidamente o nome e a imagem oficial de um secretário de Estado. De acordo com a apuração, o responsável pela conta utilizava a falsa identidade para publicar mensagens ofensivas e de cunho indecoroso em um grupo de discussão política, simulando que as manifestações partiam da própria autoridade pública.
Com o emprego de técnicas de inteligência policial, os investigadores conseguiram rastrear a origem dos acessos, identificando como autor um adolescente residente em Barro Preto. Durante as diligências, também foi constatado que o investigado mantinha outros perfis falsos, inclusive utilizando o nome de uma autoridade do Poder Executivo do município. Em redes sociais, o adolescente se apresentava como “desenvolvedor de IA especializado em investigações digitais”.
No cumprimento das medidas judiciais, o adolescente foi localizado e teve o aparelho celular apreendido, que será submetido à perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Ele responderá por atos infracionais análogos aos crimes de difamação qualificada em rede social e falsa identidade. O procedimento será encaminhado à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), responsável pela adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A operação foi realizada por equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da 6ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), vinculada ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), e da 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Depin).