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Memória: Você ainda se lembra dos fotógrafos lambe-lambe?

Lambe-lambe popularizou a fotografia, Foto: Reprodução (Exposição do MIS)

 

Poucas pessoas nascidas nas últimas três décadas, ainda mantém alguma recordação dos fotógrafos lambe-lambe ou o fotógrafo à la minute na Europa que povoavam as ruas de grandes e pequenas cidades do Brasil e de outras partes do mundo, ao longo de muitas décadas. Dizem os historiadores que a atividade do  fotógrafo itinerante remonta do Século XIX. A atividade consistia em uma pequena lente da máquina-caixote, onde eram feitas e reveladas fotografias, notadamente nos períodos de festas, em praças, feiras exposições etc e, mais permanentemente  e nas fotos individuais de pessoas, para documentos, no formato 3×4.

Em Jequié, os lambe-lambe concentraram por muitos anos, na Praça Ruy Barbosa, vindo a perder seus espaços a partir da requalificação da área, associada ao surgimento de novas tecnologias, a partir das fotos reveladas em pouco tempo nos laboratórios digitais e as câmeras instaladas nos órgãos públicos que inserem as fotos aos documentos simultaneamente. A reportagem do Blog Jequié Repórter/TV Web, Circulando Por Jequié, visitou na Rua da Itália, o fotógrafo aposentado Argeu Cavalcanti, um dos últimos profissionais a resistirem à tradição dos lambe-lambe, todas as manhãs ele pode ser visto no seu espaço de trabalho, no centro de Jequié. Argeu é remanescente do estúdio do fotógrafo já falecido Teotônio Rocha e, afirma que é melhor estar todos os dias no “local de trabalho” que ficar em casa sem ter o que fazer. Ele teve que ceder à evolução e trocou a velha máquina acoplada ao caixote, a uma câmara Nikon. Os poucos clientes que aparecerem ele faz a foto e leva prá revelar em um dos laboratórios da cidade.

 

1 comentário em “Memória: Você ainda se lembra dos fotógrafos lambe-lambe?”

  1. Tive o prazer de fazer parte dessa linda história,trabalhei na década de 80 e comeco de 90 aí na praça Rui Barbosa ,na época eu era fotógrafo, fazia as fotos no lambe lambe,concertava as objetivas e fabricava a máquina,épica boa,saudades, lamentavelmente hoje em dia quase não se vê esses profissionais com essas máquinas incríveis, hoje sou relojoeiro profissional ,moro em cubatão SP.

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