
Os trabalhadores dos Correios encerraram a greve nesta sexta-feira (25/9), após 15 dias de paralisação. A retomada das atividades ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TST) definir, na quinta (24), um reajuste salarial de 4,09% para a categoria, além de outras condições relacionadas ao movimento. O aumento será aplicado de forma retroativa a 1º de agosto e também valerá para benefícios atrelados ao salário, como vale-refeição e bolsa-creche.
No julgamento, o TST decidiu ainda que os funcionários deverão compensar os dias em que ficaram parados. Com isso, não haverá desconto desse período nos salários. A Corte também afastou a alegação de que a greve teria sido abusiva.
Os Correios defendiam justamente o contrário. A estatal havia pedido o reconhecimento da abusividade do movimento e a aplicação de multa às entidades que representam os trabalhadores.
A greve começou em 10 de setembro e levou ao julgamento de um dissídio coletivo para definir as condições entre a empresa e a categoria.
Plano de saúde terá mudanças
Outro ponto discutido no julgamento foi o plano de saúde dos funcionários. O TST autorizou uma mudança no modelo, que vinha sendo defendida pelos Correios como uma das medidas para diminuir os gastos da empresa.
Pelas novas condições, a estatal deixará de ser a mantenedora do plano e não ficará mais responsável sozinha pelos riscos do benefício.
A alteração, no entanto, não será imediata. Enquanto um novo formato não for estabelecido, continuam valendo as regras atuais.