
Uma força-tarefa do governo federal acionou o Google para derrubar 97 canais no YouTube que usavam profissionais de saúde falsos gerados por IA para promover tratamentos sem comprovação científica. Os perfis miram principalmente o público idoso e vendem e-books e produtos milagrosos. A ação conjunta envolve a Advocacia-Geral da União (AGU), a Secretaria de Comunicação Social (Secom) e o Ministério da Saúde. O perigo real é a troca de remédios controlados por tratamentos sem eficácia.
Imagine uma pessoa idosa que sofre com diabetes ou pressão alta e, ao navegar no celular, encontra um “médico” de jaleco, com voz calma e postura confiável, dizendo que existe um chá ou suplemento capaz de curar a doença. Parece um alívio, mas é uma armadilha.
O grande perigo acontece quando o paciente acredita nessa promessa e para de tomar os remédios passados pelo médico de verdade. Interromper um tratamento de saúde por conta própria pode causar problemas graves e imediatos, como infartos, AVCs e crises renais.
Hoje em dia, criar uma pessoa falsa no computados ficou impressionantemente fácil. Os criminosos usam programas de inteligência artificial para inventar um rosto perfeito, colocar um jaleco e simular um consultório ao fundo.
Eles usam uma voz artificial para ler textos prontos e convencer quem está assistindo a comprar “soluções mágicas”. No fim das contas, a intenção nunca foi cuidar da sua saúde, mas sim fazer você clicar em um link e gastar dinheiro com produtos sem nenhuma comprovação científica.
Publicação: Correio da Bahia