
O processo de venda da mineradora Bamin para o grupo português Mota-Engil depende das autorizações de dois órgãos federais. Além de uma autorização da ANTT para transferência da concessão do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre Caetité e Ilhéus, a operação deve passar pelo Tribunal de Contas da União (TCU), revela reportagem assinada por Manoel Mota, do jornal Valor Econômico.
Da última vez que um processo relacionado à ferrovia dependeu do TCU, a espera se estendeu por mais de um ano. O que a Mota-Engil, que tem a chinesa CCCC como sócia, espera é que os órgãos reguladores autorizem uma prorrogação do contrato e dos prazos de obras, uma vez que a Fiol 1 deveria ser concluída em 2027 e agora, na melhor das hipóteses, ficará para 2031.
“É um projeto complexo, mas que abrange três áreas de competência do grupo. A parte portuária, em que nós temos muita experiência na construção e na operação de portos. A parte ferroviária, em que temos experiência em operação de ferrovia; e também na parte de mineração, na qual também temos experiência de construção e operação de minas”, afirmou o vice-presidente da empresa.
Destravar o corredor Fico-Fiol
A venda da Bamin para a Mota-Engil é vista como fundamental para destravar o corredor Fico-Fiol, que promete conectar as ferrovias de integração do Centro-Oeste e a Oeste-Leste. Se tudo der certo e os portugueses assumirem mesmo o trecho 1 da Fiol, o governo federal pretende executar as obras entre Caetité e Correntina com recursos públicos.