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Bahia tem alta de 2.500% nas apreensões de canetas emagrecedoras

Canetas apreendidas (Foto: Reprodução)

 

As apreensões de canetas emagrecedoras e medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes cresceram de forma explosiva na Bahia nos últimos anos. As apreensões dispararam entre 2024 e 2025: passaram de 67 para 1.760 unidades, um crescimento de aproximadamente 2.527%, segundo dados da Receita Federal.

Receita Federal registra salto nas apreensões

Os números da Receita Federal revelam uma mudança significativa no cenário do comércio ilegal desses medicamentos. Em 2024, foram apreendidas apenas 67 unidades de Mounjaro, na Bahia, avaliadas em cerca de R$ 40,7 mil. Já em 2025, as apreensões alcançaram 1.760 unidades, distribuídas entre diferentes substâncias:

1.458 unidades de Mounjaro, avaliadas em aproximadamente R$ 817,9 mil;

151 unidades de Lipoless, com valor estimado de R$ 116,2 mil;

151 unidades de Retatrutida, avaliadas em cerca de R$ 80,9 mil.

Somente entre janeiro e junho de 2026, a Receita Federal já apreendeu no estado:

20 unidades de tirzepatida, avaliadas em R$ 35,4 mil;

2 unidades de semaglutida, no valor de R$ 3,2 mil.

Embora o total de 2026 ainda seja inferior ao registrado no ano anterior, os dados abrangem apenas o primeiro semestre.

Além das ações da Receita Federal, a PRF vem registrando diversas ocorrências envolvendo medicamentos transportados de forma irregular na BR-116, um dos principais corredores rodoviários do estado.

Entre janeiro e maio de 2026, foram apreendidas centenas de canetas e ampolas emagrecedoras em diferentes municípios.

Em Vitória da Conquista, por exemplo, os agentes localizaram:

72 canetas em fevereiro;

313 canetas em março;

48 canetas e 68 ampolas em abril;

quatro ampolas em maio.

Em Feira de Santana, as apreensões incluíram:

52 canetas em março;

384 ampolas em abril;

26 ampolas em maio.

Também houve registros em Poções, com 60 ampolas e quatro canetas em abril, além de 15 ampolas apreendidas em Jequié no mesmo período.

As ocorrências demonstram que o transporte clandestino desses medicamentos ocorre de forma recorrente nas rodovias federais que cortam a Bahia.

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