
Com os resultados ainda muito recentes das Eleições Gerais de 2026, que apontou vitórias dos candidatos do Partido dos Trabalhadores-PT, nos cenários nacional e estadual da Bahia, se encaminha uma forte tendência de que o cenário da disputa para a sucessão municipal de Jequié para 2028, será antecipado a partir do início das articulações entre políticos e partidos de oposição à atual gestão do município, no primeiro trimestre do próximo ano.
O cenário previsto é muito fácil de ser avaliado: O ex-prefeito Zé Cocá (PP), reeleito em 2024 com 85.219 votos (91,97%), deliberou por interromper no meio o seu segundo mandato, em abril deste ano, seduzido por um projeto maior de se tornar uma liderança estadual, chegando à condição de candidato a vice-governador da oposição, na chapa liderada pelo candidato a governador ACM Neto (União). A chapa foi derrotada no primeiro turno, pelo governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT).
A segunda cartada veio com a adesão do seu grupo no segundo turno [o que não havia acontecido no primeiro] em apoio explícito à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no último dia 25/10, para o presidente reeleito Lula (PT). Um resultado inverso renovaria o fôlego, o ânimo e a força da dobradinha União-PP, com as hipóteses de conquistar cargos no primeiro escalão federal para a Bahia e o comando de alguns cargos regionais de grande influência. Tais hipóteses não se consumaram.
Com esse cenário de momento, o caminho até as eleições de 2028 está precedido de novos e imprevisíveis contornos. O PT sob a liderança do governador Jerônimo, do senador eleito Rui Costa, do deputado estadual reeleito Rui Costa e do deputado estadual reeleito Euclides Fernandes, demonstram interesse de participação direta e efetiva no processo sucessório de Jequié, o mesmo acontecendo com o deputado federal Antonio Brito (PSD), reeleito com a segunda maior votação na Bahia e, que já declarou manter o interesse no processo sucessório de Jequié.
Pelo lado do ex-prefeito Zé Cocá, que não poderá entrar no páreo sucessório como candidato a prefeito, caberá articular o seu grupo, ou mantendo a candidatura à reeleição do seu sobrinho e atual prefeito Flavinho Santana (União), ou saindo em busca de articulações com outros partidos, surgindo também, a hipótese de recorrer à candidatura do deputado estadual reeleito Hassan (Republicanos), que nesse primeiro momento, integra o bloco de oposição ao governo estadual.
O jornalista Wilson Novaes, Blog Jequié Repórter/TV Web comenta o cenário: