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Mais comum que as hepatites, gordura no fígado exige mudanças no estilo de vida, alerta especialista

Jauan Anselmo (Foto – Divulgação_Arquivo Pessoal)

 

Este mês é marcado pela campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização, prevenção e combate às hepatites virais. Mas, além dessas doenças, especialistas aproveitam o período para alertar sobre outro problema que cresce de forma silenciosa entre os brasileiros: a esteatose hepática, popularmente conhecida como ‘gordura no fígado’.

Embora muitas pessoas associem alterações hepáticas apenas ao consumo exagerado de álcool ou às hepatites, atualmente o excesso de gordura corporal e o sedentarismo figuram entre as principais causas da esteatose não alcoólica (DHGNA), condição que pode evoluir para inflamação crônica, cirrose e até câncer de fígado quando não tratada.

Para o profissional de Educação Física Jauan Anselmo, especialista em fisiologia do exercício com foco em emagrecimento, hipertrofia e adesão ao treinamento, o cuidado com o órgão começa muito antes de qualquer diagnóstico clínico.

Quando promovemos redução da gordura corporal preservando e aumentando a massa muscular, estamos oferecendo um dos tratamentos não medicamentosos mais eficazes para reduzir a gordura acumulada no fígado. Muitas pessoas treinam pensando apenas na balança, mas acabam protegendo um dos órgãos mais importantes do organismo“, explica.

De acordo com dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), vinculada ao Ministério da Saúde, atualizados em 2025, cerca de 60% dos casos deste agravo, do tipo não alcoólico, estão relacionados ao excesso de peso. Além da obesidade, sedentarismo, diabetes, alimentação inadequada e consumo excessivo de álcool aparecem entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença.

Embora caminhar e praticar atividades aeróbicas sejam importantes, pesquisas recentes mostram que a musculação também exerce papel decisivo na saúde hepática.

Segundo Jauan, que é personal trainer com mais de 10 anos de experiência, esse resultado reforça aquilo que já vem sendo observado na prática clínica:

A massa muscular funciona como um grande órgão metabólico. Quanto maior sua qualidade e funcionalidade, maior será a capacidade do organismo de utilizar gordura como fonte de energia e melhorar a sensibilidade à insulina. Por isso, o foco não deve ser simplesmente emagrecer, mas preservar músculo durante esse processo. Dietas muito restritivas e exercícios feitos sem orientação provocam perda muscular importante e comprometem os resultados no longo prazo“, ressalta o especialista.

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