
A popularização dos carros elétricos já desperta a atenção do crime organizado. Os furtos e roubos desse tipo de veículo mais que dobraram em São Paulo, neste ano. A bateria, que substitui o tanque de combustíveis, é o item mais cobiçado pelos ladrões. A bateria dos veículos elétricos podem ser usados para iluminar e abastecer residências o que já é uma realidade no Brasil. Isso é feito de duas formas principais: utilizando o carro como um gerador portátil (V2L) ou reaproveitando baterias antigas de carros em sistemas solares residenciais.
As vendas de carros elétricos triplicaram no primeiro semestre. Saltaram de trinta mil, no ano passado, para noventa mil. E o crime acompanha essa tendência: o roubo e furto de veículos elétricos ou híbridos mais que dobrou no estado de São Paulo e em outras cidades do Brasil.
Segundo a polícia, as quadrilhas especializadas em furtos de carros elétricos utilizam bloqueadores de sinal para neutralizar os rastreadores, comuns nesse tipo de veículo. O maior interesse dos criminosos é a venda de baterias no mercado clandestino. Bastam alguns segundos para abrir o capô, remover o equipamento e abandonar o local sem deixar rastros. O furto só é percebido horas depois, o que dificulta a investigação destes crimes.
Na semana passada, a polícia paulista localizou um veículo elétrico furtado. Estava estacionado em frente a uma oficina de desmanche. Lá dentro, foram encontradas peças como rodas, painéis, baterias, placas e documentos de veículos elétricos e de luxo roubados ou furtados. Um menor foi apreendido e um homem, de 20 anos, preso em flagrante.