Hemoba adota novos critérios para doação de sangue a partir de outubro



Em solenidade realizada nesta quarta-feira (23/9), no Centro de Reabilitação Nice Aguiar, da Santa Casa de Jequié, foi apresentado o novo programa de atendimento a pacientes com sintomas de fibromialgia, que passarão a ser acompanhados na unidade, a partir da triagem da equipe multidisciplinar, sob a coordenação da médica Reumatologista Dra. Yanne Moutinho.
O superintendente Administrativo e financeiro da Fundação José Silveira-FJS, Dr. Carlos Dumet, ao anunciar a novidade, ao lado da enfermeira Luciana Moreira, coordenadora do Centro de Reabilitação, explicou que a implantação desse serviço, nasceu de pedidos da comunidade e da carência da população, convidou a Dra. Yanne e a partir daí foi montado o protocolo com a formação da equipe que irá atuar no setor.
“A Fibromialgia doença não articular e não inflamatória comum, mas mal compreendida e caracterizada por: dor generalizada, às vezes intensa; sensibilidade generalizada dos músculos, áreas ao redor de tendões e tecidos moles adjacentes; rigidez muscular; fadiga; confusão mental; transtorno do sono; e diversos outros sintomas somáticos, afeta aproximadamente 3% da população brasileira, com a maior incidência de caso entre as mulheres. A doença causa dores e desconfortos com duração superior a de 3 meses e que podem sumir e voltar de acordo com alguns gatilhos, como o estresse, o desenvolvimento de doenças ou o acontecimento de eventos traumáticos”, explica a reumatologista Yanne Moutinho.

Nos dias 6 e 7 de outubro, a Uesb promoverá o 1º Encontro de Linguagens (Elin), no campus de Jequié. O evento tem o objetivo de promover, produzir e difundir as múltiplas manifestações da linguagem, considerando os conhecimentos científico, técnico, artístico e literário.
O Encontro reunirá estudantes, professores e outros profissionais da área de Humanidades, com diferentes experiências no uso e na manifestação da linguagem. A iniciativa busca destacar a complexidade que envolve a compreensão da língua e, consequentemente, a necessidade de uma abordagem interdisciplinar na formação do profissional de Letras.
A programação inclui palestras, minicursos e oficinas, ministrados por pesquisadores, estudantes, professores e outros profissionais de diferentes áreas do conhecimento. Mais detalhes sobre as atividades podem ser conferidos na página oficial do evento. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até 5 de outubro, pelo SigEventos.


A Semana Municipal de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrada de 21 a 30 de setembro, em consonância com o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado oficialmente em 21 de setembro, data estabelecida pela Lei nº 11.133/2005 para conscientizar sobre a inclusão social e combater o capacitismo.
Em Jequié onde foi criada a Lei Municipal, com a primeira comemoração em 2010, vem sendo desenvolvidas atividades, com o propósito de divulgar campanhas de acessibilidade, visibilidade e garantia de direitos para as pessoas com deficiência (PcD).
O coordenador do Observatório Municipal, ligado ao Núcleo de Apoio à Pessoa com Deficiência e Pessoa Idosa, Evando Cardoso, entrevistado no programa ‘Dinâmico News”, da Rádio Povo FM, falou sobre a programação alusiva ao evento.

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) adotará novos critérios para a doação de sangue a partir de 1º de outubro, seguindo as orientações de uma portaria do Ministério da Saúde.
O documento da Portaria GM/MS nº 11.685, de 2 de julho de 2026, atualiza as normas que orientam os serviços de hemoterapia em todo o país e reúne diretrizes para todas as etapas do ciclo do sangue, além de incorporar procedimentos específicos.
Em relação aos doadores, a portaria reavalia os critérios para a doação de sangue, bem como as regras de aptidão e inaptidão.
Conforme a Hemoba, o texto reforça a importância da doação voluntária, espontânea e altruísta, mantém a obrigatoriedade dos testes para detecção de infecções transmissíveis pelo sangue, incluindo os testes de ácido nucleico (NAT), e detalha critérios relacionados à idade, ao peso mínimo, à frequência entre as doações e aos parâmetros laboratoriais.
Entre as mudanças previstas está a possibilidade de o doador regular com mais de 70 anos continuar doando após avaliação médica.
Já as pessoas com piercing, tatuagem, maquiagem definitiva ou que tenham realizado intervenções estéticas, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, poderão doar sete dias após a realização do procedimento, desde que este tenha sido realizado em local que cumpra as normas de segurança sanitária.
O prazo será de quatro meses quando não for possível comprovar o cumprimento dessas normas, conforme avaliação da segurança do procedimento. No caso de colocação de piercing na boca ou na região genital, a doação só poderá ser feita quatro meses após a retirada.
Em relação aos pacientes que passaram por exames como endoscopia e colonoscopia, o prazo de inaptidão foi reduzido de seis para quatro meses. Pessoas que realizaram cirurgia bariátrica poderão doar após seis meses do procedimento, desde que apresentem peso estável, anteriormente, era inaptidão definitiva.

O Nordeste deve registrar mais de 17 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença lidera a incidência entre as mulheres no país, com 30% dos casos estimados para a população feminina, à frente dos tumores de cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.
Os números fazem parte da publicação “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil”, que prevê 781 mil novos casos da doença por ano no país durante o triênio. Quando excluídos os tumores de pele não melanoma, apresentados separadamente devido à alta incidência e baixa letalidade, a projeção é de aproximadamente 518 mil novos casos anuais.
Gordura corporal, consumo de álcool, inatividade física e fatores genéticos e hereditários estão entre os fatores de risco para o câncer de mama apontados pelo oncologista Alberto Nogueira, coordenador do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Português – Oncovida. A presença de uma dessas condições, segundo o especialista, não determina o desenvolvimento da doença.
A idade também está relacionada ao aumento da incidência, principalmente entre mulheres com mais de 50 anos, segundo Nogueira, enquanto os casos hereditários representam uma parcela menor dos diagnósticos. “O câncer hereditário em mama corresponde a aproximadamente de 5% a 10% do total de genes como BRCA1 e BRCA2 estão entre os mais conhecidos”, explica o oncologista.
A existência de casos da doença na família é um dos aspectos que devem ser considerados na avaliação de cada paciente, principalmente diante da possibilidade de fatores genéticos e hereditários. “Por isso, a história familiar é importante e precisa ser avaliada individualmente”, acrescenta.
Para mulheres sem sintomas, o Ministério da Saúde recomenda, como estratégia populacional no Sistema Único de Saúde (SUS), mamografia de rastreamento a cada dois anos para aquelas acima dos 50 anos, segundo o oncologista. O exame permite identificar alterações antes que possam ser percebidas pela palpação: “Já na mamografia você consegue identificar microcalcificações, ou seja, doenças que às vezes na maioria das vezes ainda não é palpável”, explica.
A exposição à radiação durante a mamografia também está entre as dúvidas relacionadas ao rastreamento, mas Nogueira afirma que o procedimento utiliza radiação ionizante em baixa dose. “E feito no período correto a cada dois anos não traz nenhum malefício para o corpo”, diz o médico, que destaca o papel do exame no diagnóstico precoce do câncer de mama.

Os candidatos que concorrem nas eleições de 4 de outubro (1º turno) não podem ser detidos ou presos até 6 de outubro. A prisão nesse período só pode acontecer em caso de flagrante delito.
A proteção está prevista no Código Eleitoral: os candidatos não podem ser presos a partir de 15 dias antes da eleição até 48 horas depois da votação.
A medida também vale para o segundo turno, marcado para 25 de outubro: nenhum candidato que ainda estiver concorrendo poderá ser detido ou preso entre 10 e 27 de outubro, a não ser em caso de flagrante delito.
Conforme destacam vários tribunais regionais eleitorais, o objetivo é assegurar o equilíbrio da disputa, evitando que eventuais prisões sejam realizadas com o objetivo de prejudicar candidatos.
O flagrante delito acontece quando alguém é surpreendido cometendo um crime ou logo após tê-lo praticado. Boca de urna e compra de votos, por exemplo, são crimes eleitorais que permitem a prisão em flagrante.
Prisão
Se ocorrer a prisão de um candidato, ele deverá ser imediatamente conduzido à presença de um juiz competente, que irá avaliar a legalidade da detenção. Se constatar ilegalidade, o juiz deverá determinar a soltura imediata, além de poder responsabilizar o autor da prisão.
Mesmo que a detenção em flagrante delito seja confirmada, o candidato poderá concorrer às eleições, pois a legislação exige condenação por órgão colegiado ou trânsito em julgado (condenação definitiva) para impedir o direito de disputa.
Eleitores
A “imunidade” também vale para os eleitores, mas por um período menor: de acordo com o Código Eleitoral, nenhum eleitor poderá ser preso a partir de cinco dias antes das eleições até 48 horas depois da votação.
Assim, os eleitores não podem ser detidos ou presos entre 29 de setembro e 6 de outubro — pois o primeiro turno acontece em 4 de outubro.

O Ministério Público da Bahia (MPBA) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), firmaram nesta terça-feira (22/9), às 9h, Acordo de Cooperação Técnica voltado à promoção da saúde mental e à prevenção do adoecimento psicológico entre profissionais da segurança pública. A assinatura ocorreu durante agenda institucional no Ministério da Justiça, em Brasília, no contexto das ações do Setembro Amarelo.
A parceria prevê a realização de uma capacitação sobre saúde mental destinada a promotores de Justiça e integrantes das forças de segurança da Bahia. O treinamento será oferecido pelo projeto Escuta SUSP e tem como objetivo ampliar a sensibilização de autoridades para os desafios relacionados ao adoecimento mental desses profissionais, além de promover reflexões sobre os impactos desse cenário na prestação dos serviços de segurança pública.
De acordo com o plano de cooperação, a iniciativa buscará difundir conhecimentos sobre prevenção, acolhimento e cuidado em saúde mental, contribuindo para o fortalecimento de uma cultura institucional voltada à valorização da vida e à promoção do bem-estar dos profissionais que atuam na área. Além disso, a parceria permitirá ampliar a divulgação do acesso ao projeto Escuta SUSP, referência nacional no atendimento psicológico especializado para profissionais da segurança pública.

Para o procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, o acordo fortalece a atuação institucional a partir da produção e utilização de dados e evidências científicas. “Este acordo, de caráter histórico fortalece o Ministério Público da Bahia e reafirma nossa responsabilidade de enfrentar o tema com base em dados confiáveis, estatísticas e evidências científicas. A capacitação de membros do MP e dos profissionais de segurança pública também é fundamental”.
O secretário Nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas, destacou a necessidade de ampliar o cuidado com a saúde mental dos profissionais da área, considerando as características da atividade policial. “Precisamos olhar com mais atenção para a saúde mental dos profissionais de segurança pública, que estão submetidos à violência cotidiana, à pressão da sociedade e ao acesso a armas. O projeto Escuta SUSP é fundamental para enfrentar tanto o suicídio quanto a letalidade policial. É preciso superar a visão de que o cuidado psicológico se resume ao ingresso na carreira e incorporar essa preocupação de forma permanente à trajetória profissional”, afirmou.

A maioria da população brasileira não confia no trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). É o que aponta o levantamento AtlasIntel/Estadão divulgado nesta terça-feira (22/9). De acordo com a pesquisa, 61.0% dos entrevistados não confiam no trabalho e nos ministros da Suprema Corte. Outros 27.8% afirmam confiar no trabalho exercido pelos magistrados.
Já uma parcela de 11.1% dos entrevistados não soube responder ao questionamento.
Esse é o primeiro levantamento de avaliação de imagem do STF desde os desdobramentos envolvendo a alta cúpula do Judiciário ao caso Master, que tem como protagonista o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Imagem dos ministros do STF
O instituto AtlasIntel também analisou a imagem dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Dos magistrados, Cármen Lúcia, única mulher da Corte, é a que aparece com a melhor avaliação.
Cerca de 47% dos entrevistados possuem uma imagem positiva de Cármen Lúcia, que é seguida por André Mendonça, um dos elementos-chave dos inquéritos do caso Master, com os mesmos 47%.
A diferença é que a imagem negativa de Mendonça, que iniciou a ‘onda’ de quebra de sigilo dos inquéritos envolvendo Daniel Vorcaro e demais ministros do Supremo, é de 48%, enquanto apenas 38% possuem uma percepção negativa de Cármen Lúcia.
A menor imagem positiva é do ministro Dias Toffoli, que foi mencionado nos relatórios divulgados, levantando suspeitas sobre uma relação próxima a Daniel Vorcaro, com 5%. Outros 79% possuem uma imagem negativa com relação ao ministro, a maior entre todos eles.
A AtlasIntel/Estadão entrevistou 1.852 respondentes, entre os dias 17 e 21 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.
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