
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil da Bahia e de São Paulo, através da 3ª Delegacia de Homicídios do Deic/Deinter 1, resultou na prisão do arquiteto Hélio Ramos Neto, 38 anos, na quinta-feira (19), no bairro São José dos Campos, em São Paulo. Contra ele, havia um mandado decorrente de condenação por latrocínio, praticado contra o policial civil Yan Mílton Oliveira de Souza, em frente à boate Fashion Club, no bairro da Pituba, em Salvador, na madrugada de 2 de setembro de 2007, De acordo com as investigações, na época conduzidas pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), a vítima foi abordada por três homens que tentaram roubar seu carro. Durante a ação criminosa, o acusado efetuou um disparo de arma de fogo, que atingiu o tórax do policial.
Em maio de 2008, os estudantes universitários Hélio Ramos Neto, Antônio Abreu Trindade Júnior, Luís Cláudio Holmes de Souza e Christian de Jesus Oliveira, que passaram a ser tratados como integrantes da “gang dos grã-finos”, em Salvador, foram condenados pela Justiça pelo assassinato do policial Yan Mílton. Quando ainda era estudante de arquitetura, Hélio Ramos Neto, levava sempre na carteira o recorte de jornal com a notícia do assassinato do policial civil Yan Mílton, que era para ele, uma espécie de troféu.
Ele e outros três estudantes universitários foram presos e condenados pelo latrocínio (roubo seguido de morte) que culminou na morte do policial civil, que na época tinha 33 anos. Jovens ricos e estudantes de faculdades privadas. O policial Yan Mílton foi morto após ser abordado pelos criminosos quando saía da boate e iria levar duas amigas até o carro delas. Durante a tentativa de roubo do veículo, um disparo de revólver calibre .38 atingiu o tórax do policial, que morreu no local.
Hélio tinha uma condenação definitiva de 20 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de latrocínio e mais o de formação de quadrilha – ele tinha 19 anos na época do crime. A investigação apontou que foi ele quem desferiu o tiro de revólver que matou o policial civil. Hélio foi julgado ainda pelo crime de formação de quadrilha, com uma pena de 22 anos.
Documentos mostram que o arquiteto vivia na condição de foragido há anos, embora exercesse um trabalho fixo em São José dos Campos, onde vivia desde 2012. Ele foi preso na cidade, sem oferecer resistência, na manhã de quinta-feira (19), em um imóvel no Jardim Apolo 2, área nobre de São José.
Com a sentença transitada em julgado, foi determinada a prisão de Hélio para cumprimento da pena em regime fechado. Após deixar a Bahia, o arquiteto passou a ser considerado foragido da Justiça. Segundo a investigação, o arquiteto estava em São José dos Campos desde 2012. Ele não ofereceu resistência no momento da abordagem. De acordo com o boletim de ocorrência, ele foi encontrado no hall do condomínio residencial, sendo a diligência realizada sem qualquer intercorrência.
A esposa do arquiteto encontrava-se presente no momento da abordagem e compareceu à unidade policial. O mesmo ocorrendo com os pais do arquiteto, que também estiveram na delegacia especializada, podendo manter contato com o capturado.