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Presidente da ANPC critica suspensão ‘temporária’ de importações e convoca grande protesto em Ilhéus

Vanuza Barroso, presidente da ANPC exige respeito aos produtores brasileiros

 

A Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC) está convocando os produtores baianos para uma grande mobilização para a próxima sexta-feira (27), em Ilhéus, com o objetivo de  demonstrar a força da categoria e exigir representação real nos processos decisórios. tratar da crise.  A presidente da entidade, Vanuza Barroso, em vídeo publicado em suas redes sociais, afirma que a associação foi “excluída” de reuniões estratégicas ocorridas em Brasília na última semana para tratar da crise. “A ANPC não foi convidada, ou melhor, foi excluída. O resultado está aí: não atenderam nossas demandas”, enfatiza.

A presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, manifestou-se duramente na terça-feira (24) contra a recente publicação no Diário Oficial do Despacho Decisório nº 456 de 23/02/2026, suspendendo em caráter temporário, a importação de cacau da Costa do Marfim. Para a entidade, a medida é insuficiente, não atende às reivindicações do setor e ignora os riscos fitossanitários que ameaçam a lavoura brasileira.

Para a presidente da ANPC, a decisão do Ministério da Agricultura é classificado como um “desrespeito ao produtor”. Segundo a dirigente, a demanda central da categoria é a revogação imediata da Instrução Normativa (IN) nº 125 e a suspensão total das importações até que se comprove a real necessidade de trazer amêndoas de fora.

Vanuza também direcionou críticas ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. “O ministro já fez o estrago na cacauicultura brasileira este ano, permitindo que navios chegassem ao Porto de Ilhéus abarrotando os armazéns das moageiras. Agora, ele resolve suspender de forma temporária. Nós não concordamos com isso”, dispara.

A ANPC contesta o argumento oficial de que o risco fitossanitário provém apenas de países que praticam o contrabando. De acordo com Vanuza, documentos obtidos via Fala BR comprovam que pragas existentes na Costa do Marfim também estão presentes em Gana, outro grande exportador.

“Dizer que as amêndoas infectadas só vêm de contrabando é uma falácia. A importação desenfreada impacta diretamente nos nossos preços e coloca em risco a sanidade das nossas plantações”, explica a presidente.

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