6º Enpegrad mobiliza professores dos três campi da Uesb no campus de Jequié

Será encerrada nesta sexta-feira (27), na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), no campus de Jequié, a 6ª edição do Encontro de Planejamento Pedagógico da Graduação (Enpegrad), contando com as participações de mais de 200 inscritos. O evento iniciado na quarta-feira (25), é promovido pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) consolidando-se como um espaço vital de formação continuada, acolhimento e inovação pedagógica para o corpo docente da Universidade.
A abertura do semestre com um espaço de escuta é vista como fundamental para a “saúde acadêmica”. Convidada para ministrar a palestra de abertura, a professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Edméa Santos, ressaltou que o ambiente universitário se fortalece na coletividade. “A saúde acadêmica só se institui quando as pessoas estão em paz consigo mesmas e em comunidade. Estar junto é partilhar as inquietações que tiram o nosso sono, sejam desafios de sala de aula ou mudanças no perfil dos estudantes”, pontuou a palestrante.

Conexão multicampi e atualização – O Enpegrad promove um importante intercâmbio entre os docentes de Itapetinga, Jequié e Vitória da Conquista, que compartilham a necessidade mútua de adaptação às novas gerações e tecnologias. A professora Silmara Carvalho, do campus de Itapetinga, destacou que o encontro é essencial para lidar com o novo perfil discente. Para ela, o evento permite “reciclar conhecimentos e ficar mais antenado na recepção dessa juventude que chega hoje às universidades públicas”, facilitando o enfrentamento dos desafios impostos cotidianamente.
Tecnologia e interseccionalidade – Um dos grandes diferenciais desta edição é o debate sobre o impacto das Inteligências Artificiais (IA) Generativas. A professora Edméa Santos alertou, em sua mesa de diálogo, que a tecnologia provoca um verdadeiro “corte epistemológico”, exigindo que professores e pesquisadores se apropriem dessas ferramentas para mobilizar letramentos científicos.
“Nossos alunos já estão imersos na cibercultura. As IAs generativas operam em alta velocidade e isso tem causado impactos diretos nos processos de criação. Precisamos usar essas tecnologias como artefatos para empoderar a nossa produção de conhecimento. O objetivo é desenvolver estratégias cognitivas e científicas, combatendo dilemas como o plágio, mas sem cair em panaceias”, explicou a palestrante, reforçando que sua abordagem é fundamentada em epistemologias interseccionais de classe, gênero e raça.
Os participantes se envolvem em ateliês formativos focados em metodologias ativas e nos complexos desafios didáticos da atualidade, além de contarem com o “Eixo Saúde”, uma programação específica para os cursos com formação nessa área.
Informações e fotos: Ascom Uesb








