
O presidente Donald Trump confirmou na quarta-feira (28/10) que os Estados Unidos permitiram a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país, após ele ter deixado o Brasil depois de perder a eleição presidencial.
Trump disse que não comentaria sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil, corrigindo em seguida para “novo líder do Brasil”
“Mas sei que demos a ele autorização para entrar no país; veremos o que acontece”, disse ele a repórteres antes de partir para Ohio.
“Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou o presidente.
Carta de Flávio
Ainda na quarta-feira, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, o senador republicou o texto nas redes sociais sem essa frase. Na carta, Flávio confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição do exterior.
“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu. A carta não apresenta provas de irregularidade na votação ou na apuração.
Um dos argumentos da carta é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19h. Flávio diz que a medida de Zanin, “ex-advogado do Lula”, permitiu “uma impossibilidade matemática”: Lula ter somado mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.