
A Polícia Militar da Bahia (PM-BA) aplicou uma punição de seis meses às torcidas organizadas Bamor, ligada ao Bahia, e Os Imbatíveis, do Vitória, após um confronto que terminou com as mortes de dois torcedores com ataques relacionados ao clássico BA-VI, no dia 23 de agosto, em Salvador. A sanção começa a valer a partir desta quinta-feira (3/9).
Durante o período, as duas torcidas ficam impedidas de comparecer a eventos esportivos usando qualquer elemento que as identifique como organizadas. A restrição vale para partidas realizadas na Bahia e também para eventos estaduais, regionais, nacionais ou internacionais.
Na prática, os integrantes não poderão utilizar faixas, cartazes, bandeiras, camisas ou outros itens de identificação das torcidas. Também está proibido o uso de instrumentos musicais nos eventos.
A decisão foi formalizada nesta quarta-feira (2), na sede do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (BEPE), na capital baiana.
Segundo a PM, a punição também considera outros episódios graves de violência associados às torcidas organizadas, como confrontos, vandalismo, agressões físicas, uso de artefatos explosivos e porte de armas.
A punição não impede a realização dos jogos nem a entrada de torcedores nos estádios de forma geral. A restrição é direcionada às torcidas organizadas e aos elementos usados para identificá-las durante os eventos esportivos.
Nossa opinião
Vale lembrar que as mortes dos dois torcedores atribuídas a torcedores do Vitória, na noite em que foi realizado o última clássico BAVI do ano, tendo como vítimas José Alexandre Souza Borges, 28 anos e de Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos, morto a tiros no bairro do Castelo Branco, foram registradas em vias públicas, fora do estádio onde a partida de futebol aconteceu, com acesso de torcida única da equipe mandante. A proibição das organizadas nos estádios está longe de conter a ação dos criminosos que atuam do lado de fora dos equipamentos esportivos.