
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) deu início, nesta terça-feira (7), a uma complexa operação técnica para garantir que as urnas eletrônicas do estado estejam totalmente seguras para as Eleições de 2026. O órgão colocou em prática o 18º Simulado Nacional de Hardware, um procedimento de “estresse” nos equipamentos que exige dedicação total dos servidores da Justiça Eleitoral.
Diferente de uma manutenção comum, o simulado funciona como um teste de resistência. O objetivo, traçado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é caçar qualquer inconsistência técnica ou falha operacional antes que o eleitor chegue à cabine de votação.
Com isso, as máquinas passam por uma bateria de avaliações para garantir que, quando o dia do pleito chegar, o sistema esteja funcionando perfeitamente.
A dinâmica dos testes
A operação foi desenhada para acontecer em duas etapas intensivas. A primeira fase começou hoje e segue até a próxima quinta-feira (9). Depois de uma pausa, as equipes retomam os trabalhos na semana que vem, entre os dias 13 e 15 de julho. A supervisão do teste está sob a responsabilidade da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI). O trabalho exige suporte técnico e um acompanhamento próximo de servidores e estagiários mobilizados em Salvador. Desta forma, o órgão garante que todos os requisitos de segurança da urna sejam validados sem margem para erro.
Missão com recompensa
Para dar conta do volume de testes, o TRE-BA mobilizou uma força-tarefa específica. Além do corpo de servidores que atua na linha de frente, a Corte contou com a adesão de profissionais que se voluntariaram através de um edital específico lançado no mês passado. Os servidores que participarem dessa etapa voluntária e cumprirem as metas de verificação terão direito a uma folga extra, agendada para o dia 10 de agosto.