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México quebra tabu e vence em casa a África do Sul na abertura da Copa do Mundo

Festa no Estádio Azteca na abertura da Copa do Mundo 2026 • FIFA via Getty Images

 

A primeira Copa do Mundo realizada com 48 seleções distribuídas em três países trouxe também uma particularidade: três cerimônias de abertura, uma no Estádio Azteca, no México; outra em Toronto, no Canadá e uma terceira em Los Angeles, nos Estados Unidos. As duas últimas ocorrem nesta sexta-feira (12).

A Copa do Mundo de 2026 começou com festa mexicana. Diante de 80.824 torcedores, temperatura de 24 graus, o México venceu a África do Sul por 2 a 0 nesta quinta-feira (11), no gigantesco Estádio Azteca [rebatizado de Estádio Banorte], na Cidade do México e que já tinha recebido as aberturas das Copas de 1970 e de 1986. A partida desta quinta (11) marcou a  abertura da primeira edição do torneio disputada com 48 seleções.

Julián Quiñones, aos oito minutos do primeiro tempo, e Raúl Jiménez, aos 21 do segundo, marcaram os gols da equipe comandada por Javier Aguirre. A partida ainda teve três expulsões: Sithole e Zwane, pela África do Sul, e Montes, pelo México.

Com o resultado, o México venceu um jogo de abertura de Copa do Mundo pela primeira vez. A seleção, que abre o Mundial pela sexta vez, não havia vencido em nenhuma das cinco ocasiões anteriores: foram derrotas para França (1930), Brasil (1950) e Suécia (1958), além de empates com a União Soviética (1970) e com a própria África do Sul (2010).

 

Falta que levou à expulsão de Sphephelo Sithole • Luke Hales/Getty Images)

Música latina

Bailarinos vestidos de indígenas, representando as antigas civilizações asteca, maia, olmeca e tolteca, sob um tapete azul-claro que cobriu o gramado, dançaram ao redor de uma réplica gigante da taça da Copa do Mundo da Fifa. Era como se os povos de outras gerações mexicanas cultuassem o valioso troféu.

Quando a cantora mexicana Lila Downs subiu pela escadaria que dava acesso à réplica da taça, no centro do gramado, e declarou em inglês: “football unites all”, traduzindo em seguida para o espanhol, “fútbol nos une a todos”.

Em seguida, o estádio virou palco para várias apresentações musicais sucessivas, sempre enaltecendo a música latina.

A apresentação começou com a banda mexicana Maná. Depois, passaram pelo gramado o venezuelano Danny Ocean, a espanhola Belinda, interpretando uma canção com os veteranos da banda Los Ángeles Azules, um dos pilares da música Latino Americana.

A entrada do cantor colombiano J. Balvin, um dos artistas latinos mais vendidos no mundo, aconteceu de forma diferente, em um carro cenográfico.

Até que a popstar colombiana Shakira apareceu no tapete azul do estádio Azteca, com várias bailarinas e a participação do nigeriano Burna Boy. Juntos cantaram a música tema da Copa, Dai Dai, uma tentativa de alcançar novamente o estrondoso sucesso de Waka Waka, tema da Copa da África do Sul de 2010.

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