
Após 11 dias de julgamento, o caso que chocou o Brasil desde 2021 chega ao seu desfecho no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A decisão dos jurados sobre a morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, foi tomada após uma maratona de depoimentos, confrontos entre defesas e horas de debates intensos. Dr. Jairinho foi condenado por homicídio duplamente qualificado e por um crime de tortura contra Henry. Os jurados entenderam que não houve a prática de outras duas torturas das quais ele era acusado, devendo cumprir 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, além de 20 dias de multa.
Já Monique Medeiros foi condenada pela omissão quanto à tortura sofrida pelo filho. O júri entendeu que houve negligência por parte dela, desclassificando o crime de homicídio doloso para culposo. Ela recebeu o perdão judicial. Monique foi condenada a 1 ano e 4 meses de prisão, mas como já cumpriu, ela recebeu alvará de soltura.
Durante os 11 dias de júri, o Conselho de Sentença ouviu relatos de peritos, médicos, policiais e pessoas próximas à família, que ajudaram a reconstruir os últimos meses de vida da criança. A acusação sustentou que Henry foi vítima de agressões e que a mãe teria se omitido diante da violência.
Um dos momentos mais impactantes foi o depoimento do pai de Henry, Leniel Borel, que relatou sinais de que o filho sofria violência antes da morte. Emocionado, ele descreveu o estado do menino ao chegar ao hospital na madrugada de 8 de março de 2021. Emocionado, ele descreveu o estado do menino ao chegar ao hospital na madrugada de 8 de março de 2021.
Também pesaram os relatos de testemunhas que apontaram episódios anteriores de agressão, incluindo declarações de pessoas que conviveram com o casal e perceberam mudanças no comportamento da criança.
Ao longo do julgamento, ficou evidente o rompimento entre as estratégias de defesa. Jairinho e Monique, que inicialmente apresentavam versões alinhadas, passaram a se acusar indiretamente no plenário.