
O homem preso pela guarda municipal de Brejões, na Bahia por suspeita de participar do estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, em São Paulo, desembarcou na manhã desta terça-feira (5). Após a prisão no distrito de Serrana (Km 100), Alessandro Martins Santos, 21, foi transferido no sábado (2), para Jequié, onde permaneceu preso temporariamente, até ser transferido para a capital paulista.
Ele teria confessado participação no crime, segundo a polícia. “Os adolescentes admitiram o crime. Todos contaram como aconteceu. E, o maior que foi preso na Bahia, segundo informações, teria admitido também”, disse a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, responsável pelo caso.
Ele é o único adulto envolvido no crime. A polícia após o depoimento de Alessandro, deve indiciá-lo. A Justiça autorizou a prisão temporária dele por 30 dias. Além de estupro coletivo de vulneráveis, ele também deve ser indiciado por corrupção de menores (os quatro adolescentes infratores apreendidos) e divulgação de imagem de menores (as duas vítimas). A investigação não encontrou indícios de que o estupro tenha sido planejado, nem que o grupo atue como uma quadrilha. Também não identificou outros casos de abusos sexuais na comunidade.
O caso aconteceu no bairro União de Vila Nova, na região conhecida como Jardim Pantanal, zona leste, em 21 de abril. No entanto, o crime só foi registrado três dias depois, no dia 24, segundo a Polícia Civil. Além do adulto, quatro adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, foram apreendidos por suspeita de participação no crime. A investigação do caso é feita pelo 63º Distrito Policial (DP), na Vila Jacuí, zona leste da capital paulista, próximo de onde ocorreu o episódio.
“Zoeira” ou “brincadeira”
Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, disse durante interrogatório ao delegado Júlio Geraldo, do 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), em São Paulo, que o crime de estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, teria sido “zoeira” e “uma brincadeira”.
A linha, porém, não convence a investigação. O delegado Júlio Geraldo afirmou que não identificou qualquer sinal de arrependimento nos depoimentos colhidos até aqui.
Alessandro foi indiciado por estupro de vulnerável, divulgação de conteúdos de pedofilia e corrupção de manores. Os adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, permanecem apreendidos e terão as condutas analisadas pela Vara da Infância e Juventude.