Quem matou Ícaro? Familiares e amigos vão às ruas cobrando elucidação do crime

O assassinato do vigilante Ícaro Pires dos Santos, na época com 28 anos de idade, ainda permanece sem elucidação e esclarecimentos por parte da Polícia e da Justiça continuam sendo cobrados por familiares e amigos do rapaz, que foi morto após um desentendimento que envolveu várias pessoas, em frente ao Posto França, de revenda de combustíveis, localizado na rua Vovó Camila, bairro Jequiezinho.
O homicídio ocorreu nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (25/dezembro/2025), no dia de Natal, quando pessoas que retornavam de uma festa em um espaço e se encontraram em frente ao posto. Os familiares e amigos, portando faixas e cartazes, realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira (25/08), no centro de Jequié, cobrando justiça e a elucidação do caso, com a punição do autor dos disparos.
O proprietário do estabelecimento, Vinícius França, chegou a ter a prisão decretada mas, imagens apresentadas no curso da investigação, revelaram que esse suspeito inicial de ter feito os disparos, estava desarmado e movimentava-se a certa distância do local, onde Ícaro foi baleado. Familiares contestam o fato das imagens das câmaras de monitoramento do posto não terem sido juntadas ao processo, sob a alegação de que estavam desligadas. Várias pessoas presenciaram o crime e a sua autoria.
Discussão de trânsito
A hipótese inicial de que o desentendimento e o crime foram originados por uma discussão de trânsito, não demonstra fundamento, já que as imagens revelam uma discussão entre várias pessoas, algumas das quais muito alteradas. Os disparos que atingiram a vítima foram feitos na lateral do posto, um “ponto cego”, onde se encontravam a vítima e o autor do crime, que não são flagrados nas imagens juntadas pelo advogado ao inquérito. Oito meses são passados e o que a família deseja é que seja identificado o verdadeiro autor do crime.
Reportagem/Imagens e Fotos: Carol Winne JRTV Web








