Estudantes do CETEP em Ipiaú desenvolvem inseticida à base de pimenta malagueta e alho

Estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) do Médio Rio das Contas, em Ipiaú, desenvolveram um inseticida ecológico à base de pimenta malagueta (Capsicum frutescens) e alho (Allium sativum) como alternativa sustentável para o controle de pragas agrícolas.
A iniciativa foi criada pelos alunos Shemuel Café, Ana Júlia de Jesus, Maria Clara, Thales Emanuel e Ana Júlia Pinto, sob orientação dos professores Lucas Santos e Francisca Jucá. De acordo com dados da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], a infestação de pragas pode reduzir em até 40% a produtividade das lavouras brasileiras, com prejuízo estimado em até R$ 60 bilhões por ano.
Segundo os estudantes, a escolha da pimenta malagueta e do alho ocorreu devido às propriedades inseticidas e fungicidas naturais dessas matérias-primas, além do baixo custo e da facilidade de acesso. “Utilizamos pimenta e alho por terem suas propriedades inseticidas e fungicidas naturais. Além disso, são acessíveis, de baixo custo e menos agressivos ao meio ambiente quando comparados aos produtos químicos”, explicam os integrantes da equipe.
O projeto surgiu a partir da observação dos impactos causados pelo uso de agrotóxicos, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana. Conforme os pesquisadores, o produto apresenta como principais diferenciais o caráter ecológico, o baixo custo de produção e a utilização de ingredientes de fácil obtenção.
Os primeiros testes indicaram resultados positivos no controle da cochonilha, reforçando o potencial de aplicação do inseticida no campo. A próxima etapa da pesquisa prevê a ampliação dos estudos para o combate a outras pragas e doenças que afetam as lavouras.
“O produto já apresentou resultados positivos no controle da cochonilha, o que reforça seu potencial de aplicação real no campo. Pretendemos ampliar os estudos, especialmente voltados ao combate de outras doenças, como a vassoura-de-bruxa, além de aprofundar os testes para validar ainda mais a eficácia”, afirmou o professor Lucas Santos.








