Presidente do CFM reforça alerta sobre a profissão médica e faz a defesa do ProfiMed

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, continua defendendo a avaliação dos futuros médicos como medida essencial para garantir à população uma assistência segura e de qualidade.
Em entrevista recente, ao Poder em Foco (SBT), José Hiran reforçou a defesa do ProfiMed, proposta de exame de proficiência a ser realizado pelo CFM, e destacou que a autarquia está aberta ao diálogo, mas não abre mão de mecanismos que assegurem que o registro profissional seja concedido a médicos aptos ao exercício da profissão.
O presidente enfatizou que o CFM segue alertando sobre a formação médica no Brasil pontuando erros em questões básicas do atendimento médico no Enamed, exame aplicado pelo MEC.
Ele considerou “desastroso e assustador” o resultado do Enamed, em que mais de 30% dos cursos tiveram desempenho insuficiente, com falhas em diagnósticos comuns, como dengue, dor de cabeça e prescrição de medicamentos, ” foram 13 mil médicos com desempenho insuficiente”, enfatizou.
Pacientes como “cobaias” – Em uma das citações mais fortes do médico José Hiran na entrevista, ele disse que o CFM tem feito advertência de que a má formação médica gera riscos reais de erros de diagnóstico, sequelas e mortes, tratando o paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) de forma negligente. Para ele, “a proliferação descontrolada também afeta diretamente o mercado de trabalho, a atuação da categoria e a discussão do piso salarial dos médicos”. Pontuou que o cenário da formação médica no Brasil inverteu-se com a expansão de faculdades privadas, num cenário em que cerca de 70% dos cursos de medicina no Brasil são privados.
Na sua opinião, “a abertura indiscriminada de vagas em faculdades particulares visa o lucro comercial e ocorre em municípios que não possuem hospitais-escola, leitos suficientes ou corpo docente qualificado para o aprendizado prático”.








