Presidente do Cremeb diz que cursos de Medicina punidos pelo MEC deveriam ser fechados

Otávio Marambaia, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), as sanções do Ministério da Educação (MEC), para os cursos de Medicina com resultados considerados insatisfatórios pelo órgão a partir dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). não são suficientes. “Esses cursos deveriam ser fechados. E os demais cursos, ainda aqueles que tiveram uma nota um pouco maior, são carentes de qualidade e de boa formação. É preciso que o MEC saia do seu imobilismo e faça o trabalho que deve fazer e que nunca fez, que é fiscalizar continuamente essas faculdades de medicina”, afirma.
De acordo com as medidas definidas pela pasta, pelo menos três instituições baianas precisarão, por exemplo, reduzir as vagas autorizadas em 25%.
Segundo o presidente do Cremeb, o resultado não foi uma surpresa e já que o Conselho já vinha alertando as autoridades de que a abertura desenfreada de escolas médicas poderia “redundar em médicos mal formados”. Para que haja melhor formação médica, diz o presidente do Cremeb, é preciso que haja bom corpo docente e campo de estágio.
“Medicina não se aprende apenas no livro, não é apenas teoria. É prática, é desenvolvimento de habilidades. Enquanto nós estivermos diante de cursos de medicina que não têm um hospital-escola, que não tem prática ambulatorial contínua, que não têm um ensino de qualidade, nós iremos ver cada vez médicos mais despreparados.”
O Enamed é uma prova anual que mede o aprendizado dos estudantes de Medicina durante o curso. Para ser considerado insatisfatório, um curso deve ter alcançado as notas 1 e 2 em um conceito que vai até 5. Na Bahia, nenhum curso ficou com 1 – os 12 insatisfatórios alcançaram o resultado 2.
Doze graduações na Bahia tiveram desempenho considerado ruim no exame, realizado pela primeira vez em 2025. O estado tem 36 cursos ativos de Medicina, que concentram 3.810 vagas, de acordo com o MEC.








